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Na Tora: festas universitárias e seus impasses

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      Por Willian Ribeiro Assis / @willianrassis


O local onde acontecia foi cercado, indicando a construção de um novo prédio. Foto: Willian Ribeiro de Assis.


Nos últimos meses, o “Natora” (ou “Na Tora”), uma festa universitária promovida pelos alunos

toda quinta-feira à noite, tem estado fervorosamente nas conversas entre os alunos por um

motivo que parece comum: o fechamento do local onde ocorria o evento. Tradicionalmente,

ele ocorria em um gramado que fica entre a FAFICH e o RU Setorial I, mas, no final de

agosto, estudantes denunciaram que a universidade estava cercando o local, sem dar

justificativas para tal.


A comoção dos estudantes nas redes sociais foi imediata, repudiando a ação da Reitoria e a

sua comunicação. De um ponto de vista, as festas universitárias são uma forma de

socialização com diferentes cursos e ocupação do espaço do campus. Ademais, diante de

tamanhas demandas acadêmicas, esses momentos possuem um papel de válvula de escape

da realidade que, para muitos, pode ser sufocante.


Reações nas redes sociais foram imediatas. Foto: Reprodução/X(Twitter).


Segundo Maria Eduarda, estudante de Relações Públicas, “[o Natora] é uma forma de

socialização dentro da UFMG e de ocupação desse espaço”. Ela continua: “Para mim, a

experiência sempre é muito diferente, acaba que você realmente se reconhece nos seus

pares ali […]. Então, ali é um momento de encontrar essas pessoas”.


Festas universitárias podem ser uma válvula de escape e oportunidade de socialização no Campus. Foto: Reprodução/X(Twitter).


Em contraposição, a UFMG é uma organização e, portanto, possui interesses e objetivos

próprios. Enquanto uma instituição de ensino de referência a âmbito federal, ela preza por

manter uma boa imagem ao público em geral, se dissociando de atividades que tenham o

potencial de impactar a sua imagem enquanto referência no ensino. Ademais, há diversos

relatos de crimes que ocorrem em festas como esta, como violências sexuais e furtos.

Segundo um estudante, que não quis se identificar: “É assim, ela não quer tomar

responsabilidade sobre coisas que ela não pode nem controlar”.


Vê-se que há um impasse entre os interesses dos alunos e a Reitoria da Universidade. Na

percepção da discente Maria Eduarda, é necessário um acordo em comum entre as duas

partes: “ […] com a delimitação de um local para fazer, com a responsabilização de alguém

por algum ocorrido ou que esse evento de alguma forma seja legalizado como os outros

eventos que a UFMG já oferece”.


Mais uma imagem que indica o cerceamento do local. Foto: Willian Ribeiro de Assis.


Atualmente, a festa está acontecendo em um outro espaço, o que demonstra a necessidade

de diálogo e um acordo, já que, mesmo com o fechamento do local anterior, o evento

continua. A proibição não impedirá a vontade de um coletivo de pessoas. Até o momento, não

houve pronunciamento por parte da Reitoria.


Cria UFMG

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