Por Maria Eduarda Carvalho / @dudatxc
É fato que a Faculdade de Filosofia e Ciência Humanas da UFMG, ou apenas Fafich, é um dos prédios mais
icônicos da universidade. Ele é carregado de história e de ideais, tão diverso quanto as folhas das árvores que o
rodeiam e tão resistente quanto o concreto do qual é feito. Mas será que sempre foi assim? Ao entrevistar Luíza
Vieira, atual estudante de Publicidade e Propaganda, e Maria Última Teixeira, que cursou Ciências Sociais na
década de 1990, ambas na Fafich, UFMG, entendemos o que mudou nos últimos 34 anos.
Vista do lado de fora da Fafich
As primeiras coisas que vêm à mente de Luíza ao pensar na Fafich são as pessoas da área de humanas, a atlética
e o seu mascote, e os gatos que habitam o prédio. Já para Maria, a sua lembrança mais forte do tempo em que
passou na faculdade é do sentimento de acolhimento que ela proporcionava.
Quando alguém conhece a Fafich, essa pessoa é avisada para ter cuidado para não se perder no prédio, que é
visto por muitos como um labirinto em decorrência da construção, que, além de ser grande, possui muitos lugares
diferentes. Quando perguntadas sobre o seu lugar favorito no prédio, Luíza comentou que gosta muito dos bancos
que ficam nos finais dos corredores, onde pode aproveitar o calor do sol, enquanto Maria disse que amava ficar
na cantina, local em que ficavam muitos gatos, conversando com os amigos. É interessante pensar que cada
pessoa vê o prédio por uma perspectiva única e que lugares são registrados junto a memórias afetivas.
Uma das mudanças que ocorreu na Fafich nas últimas três décadas, percebida a partir das entrevistas, é que, hoje
em dia, os gatos têm um cantinho próprio no primeiro andar, com água e alimento, onde podem descansar sem
serem incomodados.
Um dos gatinhos que habitam a Fafich
Conhecido pelas as cores e pelas opiniões expostas nas paredes, o prédio tem fama de ser diverso, um lugar de
movimento e de bagunça. De acordo com Maria, esses estereótipos não são de agora, pelo contrário, já cercam a
universidade há anos.
Apesar de alguns estereótipos ficarem apenas na boca do povo, é certo que ambas as entrevistadas acreditam que
a Fafich tem muita preocupação com a questão da inclusão, mesmo que exista uma diferença na representação de
minorias no prédio entre os anos 90 e atualmente. Nesse sentido, é importante dar destaque para o fato de que
essa representatividade aumentou com o passar dos anos. Atualmente, ao entrar na Fafich, é possível avistar
pessoas muito plurais e de lugares diferentes, o que é um ganho para a faculdade. Apesar disso, não se pode
deixar de comentar que a faculdade ainda é um local elitista e tem muito a melhorar.
Arte em dos corredores do segundo andar da Fafich, que demonstra o engajamento dos alunos na Fafich
Portanto, é possível ver que a visão de cada aluna é tão única quanto o prédio que fez ou faz parte da jornada
acadêmica de cada uma. Com as palavras da Maria e da Luíza, entende-se que o prédio não ganhou estereótipos
do dia para noite, mas que esses rodeiam a faculdade há mais de 30 anos; que o prédio tinha uma preocupação
com a inclusão, mas que esse aspecto ganha muito mais força e espaço atualmente; que assim como tudo muda, a
Fafich não ficou para trás, entretanto, o importante é crescer com as mudanças.
É válido ressaltar que a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG cresceu, ela acolhe mais pessoas e
grupos hoje em dia do que nunca antes, e ela tem potencial para acolher mais ainda no futuro. A Maria Última
falou “A Fafich foi um divisor de águas na minha vida, para melhor”, e é esse o impacto mais belo que a Fafich
pode causar na vida de alguém, um impacto positivo que esperamos que não mude em 10, 20 ou 30 anos.
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Que lindo!